Olá queridos!
Acessem o link com a entrevista para a Just Tv sobre o livro "Palhaços do nosso Povo".
http://www.youtube.com/watch?v=CMV3J8h9uK0
Beijos
21 de junho de 2010
18 de junho de 2010
Onde estão os nossos palhaços?

Onde estão os nossos palhaços? Os palhaços filhos da nossa terra e criados a partir da necessidade do povo em brincar a sua maneira, de transformar sua realidade em festa e seus instrumentos de trabalho em ferramentas da arte? Essas são algumas das perguntas que nos motivaram a enfiar nossos narizes de palhaço no campo da pesquisa.
Com a contemplação do Prêmio Funarte Carequinha de Estímulo ao Circo a pesquisa sobre os Palhaços da cultura popular brasileira conseguiu se concretizar e se transformar nesse estudo sobre a investigação dos palhaços brasileiros inseridos nas brincadeiras e manifestações populares. Como conseqüência da pesquisa foi possível alçar novos vôos na busca de diferentes maneiras de se fazer, ver e aprender tal arte.
A busca foi o mergulho dentro das manifestações culturais como O Pastoril Profano, A Folia de Reis, O Cavalo-Marinho (ou Bumba-meu-boi) entre outras. O estudo tem como referência leitura de livros sobre os temas, conversa com pesquisadores, estudiosos da área, intelectuais e entrevistas com palhaços atuantes.
Esses palhaços, personagens cômicos, ora lembram o nosso palhaço tradicional como: Picolino, Arrelia, Carequinha, etc. Ora negros fugidos ou mascarados protetores do menino Deus. Procuramos sempre, nessa pesquisa, preservar os saberes daqueles que dão sentido e novos signifcados a palavra “brincar”, pois a maioria dos participantes da cultura popular não se intitulam bailarinos, atores, cantores e sim “brincantes”.
Palhaço é um personagem antigo, cômico que todos estão normalmente habituados a reconhecê-lo com sua máscara muito tradicional: o seu nariz vermelho saltitando do rosto. Porém, os personagens palhaços encontrados nessas festas populares não possuem, em sua maioria, o nariz vermelho mas demonstram nas roupas diferentes, maquiagens carregadas de carvão e sotaques engraçados , características nacionais, fazendo brincadeiras com nosso português, utilizando dos nossos ritmos musicais, abusando da nossa gestualidade, se inspirando em nossos hábitos cotidianos para mostrar suas intervenções com originalidade e sabedoria . São grandes artistas e possuem histórias curiosíssimas além de serem merecedores da nossa
valorização como personagens cômicos para uma referência ao palhaço brasileiro
de maneira geral.
Para conhecer nossos palhaços foi preciso viajar e vivenciar as entranhas do nosso país. Conhecemos não só os palhaços nessas viagens, mas também o povo e a paisagem que são a inspiração desses personagens que imitam e parodiam a vida. Um dos locais foi a Zona da Mata de Pernambuco, situado na casa de um brincante de Cavalo Marinho chamado Aguinaldo da Silva que vivenciamos esse “estado do brincar” tão presente. Agnaldo foi uma ponte essencial, que nos levou até dois palhaços importantíssimos para esta pesquisa: Mateus Martelo e Mateus Borba. Cada palhaço que conhecemos foi uma fonte de poesia, musicalidade, graça, sabedoria de vida, ideologia e irreverência.
Nós, amantes da palhaçaria, degustamos cada uma das entrevistas, dos diálogos e das apresentações, concedidas de forma muito generosa com total atenção. Não foi desperdiçada nenhuma peça fundamental desse jogo de quebra-cabeça cheio de charadas e versos em rimas, que só um autêntico palhaço pode nos apresentar:
“ O SENHOR VAI SABÊ, VAI SABIÁ E VAI SABENDO...”
Mateus Borba
Os nossos palhaços estão bordados pela cultura que compõem a nossa história manifestando o imaginário popular na sua mais alta potência e densidade.
Se estudarmos a arte do palhaço tendo em vista o palhaço brasileiro seremos capazes de entender melhor, não somente essa arte, mas também, o ser brasileiro. Eles são o espelho de nossa sociedade. Representam a voz de povos cuja memória e sabedoria foram pouco valorizadas. Nossos palhaços estão por aí. Alguns um pouco cansados convenhamos, devido à desvalorização, às difculdades da vida material, à ausência de cidadania e à difculdade de alcançar uma vida mais digna. Porém ainda intensos, poéticos, criativos, intrigantes e contraditórios. Cheios de histórias para contar e histórias no qual nem percebemos que são sobre nós mesmos. Eles estão espalhados pelos quatro cantos desse nosso país paradoxal entre
maravilhas e misérias. Esperamos que este trabalho facilite o acesso aos estudos desse ofício, complementando e, de certa forma, sugerindo a importância desses como parte fundamental para o entendimento global da palhaçaria brasileira.
“O teatro brasileiro precisa ser descoberto. Pouco se tem feito nesse sentido e essas formas primitivas de arte popular fornece- rão um mundo de sugestões que poderão ser transpostas para o palco sem prejuízo de sua pureza e essência”
Hermilo Borba Filho
*Comente e faça desses pensamentos, pensamento vivos!*
Com a contemplação do Prêmio Funarte Carequinha de Estímulo ao Circo a pesquisa sobre os Palhaços da cultura popular brasileira conseguiu se concretizar e se transformar nesse estudo sobre a investigação dos palhaços brasileiros inseridos nas brincadeiras e manifestações populares. Como conseqüência da pesquisa foi possível alçar novos vôos na busca de diferentes maneiras de se fazer, ver e aprender tal arte.
A busca foi o mergulho dentro das manifestações culturais como O Pastoril Profano, A Folia de Reis, O Cavalo-Marinho (ou Bumba-meu-boi) entre outras. O estudo tem como referência leitura de livros sobre os temas, conversa com pesquisadores, estudiosos da área, intelectuais e entrevistas com palhaços atuantes.
Esses palhaços, personagens cômicos, ora lembram o nosso palhaço tradicional como: Picolino, Arrelia, Carequinha, etc. Ora negros fugidos ou mascarados protetores do menino Deus. Procuramos sempre, nessa pesquisa, preservar os saberes daqueles que dão sentido e novos signifcados a palavra “brincar”, pois a maioria dos participantes da cultura popular não se intitulam bailarinos, atores, cantores e sim “brincantes”.
Palhaço é um personagem antigo, cômico que todos estão normalmente habituados a reconhecê-lo com sua máscara muito tradicional: o seu nariz vermelho saltitando do rosto. Porém, os personagens palhaços encontrados nessas festas populares não possuem, em sua maioria, o nariz vermelho mas demonstram nas roupas diferentes, maquiagens carregadas de carvão e sotaques engraçados , características nacionais, fazendo brincadeiras com nosso português, utilizando dos nossos ritmos musicais, abusando da nossa gestualidade, se inspirando em nossos hábitos cotidianos para mostrar suas intervenções com originalidade e sabedoria . São grandes artistas e possuem histórias curiosíssimas além de serem merecedores da nossa
valorização como personagens cômicos para uma referência ao palhaço brasileiro
de maneira geral.
Para conhecer nossos palhaços foi preciso viajar e vivenciar as entranhas do nosso país. Conhecemos não só os palhaços nessas viagens, mas também o povo e a paisagem que são a inspiração desses personagens que imitam e parodiam a vida. Um dos locais foi a Zona da Mata de Pernambuco, situado na casa de um brincante de Cavalo Marinho chamado Aguinaldo da Silva que vivenciamos esse “estado do brincar” tão presente. Agnaldo foi uma ponte essencial, que nos levou até dois palhaços importantíssimos para esta pesquisa: Mateus Martelo e Mateus Borba. Cada palhaço que conhecemos foi uma fonte de poesia, musicalidade, graça, sabedoria de vida, ideologia e irreverência.
Nós, amantes da palhaçaria, degustamos cada uma das entrevistas, dos diálogos e das apresentações, concedidas de forma muito generosa com total atenção. Não foi desperdiçada nenhuma peça fundamental desse jogo de quebra-cabeça cheio de charadas e versos em rimas, que só um autêntico palhaço pode nos apresentar:
“ O SENHOR VAI SABÊ, VAI SABIÁ E VAI SABENDO...”
Mateus Borba
Os nossos palhaços estão bordados pela cultura que compõem a nossa história manifestando o imaginário popular na sua mais alta potência e densidade.
Se estudarmos a arte do palhaço tendo em vista o palhaço brasileiro seremos capazes de entender melhor, não somente essa arte, mas também, o ser brasileiro. Eles são o espelho de nossa sociedade. Representam a voz de povos cuja memória e sabedoria foram pouco valorizadas. Nossos palhaços estão por aí. Alguns um pouco cansados convenhamos, devido à desvalorização, às difculdades da vida material, à ausência de cidadania e à difculdade de alcançar uma vida mais digna. Porém ainda intensos, poéticos, criativos, intrigantes e contraditórios. Cheios de histórias para contar e histórias no qual nem percebemos que são sobre nós mesmos. Eles estão espalhados pelos quatro cantos desse nosso país paradoxal entre
maravilhas e misérias. Esperamos que este trabalho facilite o acesso aos estudos desse ofício, complementando e, de certa forma, sugerindo a importância desses como parte fundamental para o entendimento global da palhaçaria brasileira.
“O teatro brasileiro precisa ser descoberto. Pouco se tem feito nesse sentido e essas formas primitivas de arte popular fornece- rão um mundo de sugestões que poderão ser transpostas para o palco sem prejuízo de sua pureza e essência”
Hermilo Borba Filho
*Comente e faça desses pensamentos, pensamento vivos!*
17 de junho de 2010
Lançamento do livro "Palhaços do Nosso Povo"

As autoras e o Centro de Memória do Circo
Apresentam
Lançamento do livro “Palhaços do nosso Povo”
Autoras: Maria Lulú e Monique Franco - Orientador: Clerouak
“Quem são esses homens de tez encardida e passos graciosos? Quem são esses magos de magras figuras e riso na boca? Quem são esses reis sem níquel no bolso, mas fartos de festa? Deviam se maldizer e dançam” (Texto do escritor Oswaldo Barroso na 4ª capa do livro)
Contemplado pelo Prêmio Funarte Carequinha de Estímulo ao Circo 2009, a pesquisa “Os Palhaços da Cultura Popular Brasileira” conseguiu se concretizar e se transformar no livro denominado “Palhaços do Nosso Povo”, que mostra a investigação sobre arte dos palhaços brasileiros inseridos nas brincadeiras e manifestações populares. Como conseqüência de pesquisa foi possível alçar novos vôos na busca de diferentes maneiras de se fazer, ver e aprender tal arte. Além de entrevistas com palhaços e pesquisadores, o livro traz fotos dos palhaços da cultura popular brasileira. Na noite de lançamento o livro será distribuído para Cias. de Circo, de Teatro, Escolas, Trupes Circenses entre outras. Para demais interessados o livro será comercializado no coquetel de lançamento, em algumas livrarias ou pelas próprias autoras. Na noite de lançamento haverá performances das autoras e do orientador, além de exibição de um documentário curta metragem de 10 minutos, com imagens recolhidas durante a pesquisa para o livro. Saiba mais sobre as autoras e o orientador abaixo.
Lançamento do livro “Palhaços do nosso Povo”.
Dia 24 de junho de 2010, Quinta-feira, a partir das 18h30 - Entrada Franca.
Centro de Memória do Circo – Galeria Olido
Av. São João, 473 – Térreo – Centro – SP - Tel. 3397 0177
Imprensa: Edson Lima / O Autor na Praça – 9586 5577 - edsonlima@oautornapraca.com.br
Patrocínio e viabilização do livro: Cia. Clerouak e Maria Lulu, Cia. Baitaclã, FUNARTE - Ministério da Cultura, Governo Federal, Fundação Athos Bulcão e Cooperativa Paulista de Teatro
Apoio: Centro de Memória do Circo, O Autor na Praça, Galeria Olido, DPH - Departamento do Patrimônio Histórico da Cidade de São Paulo e Prefeitura do Município de São Paulo
SOBRE AS AUTORAS
Maria Lúcia Judas (Maria Lulú) é Atriz, palhaça e musicista, nasceu na capital paulista em agosto de 1980. Iniciou seus estudos nas artes cênicas em 1992 no Instituto Madre Mazzarello, prosseguindo sua trajetória em diferentes grupos e escolas de teatro de sua cidade. Em 1999 ingressou no curso de Comunicação das Artes do Corpo da PUC-SP, formando–se no ano de 2004 em artes cênicas e performance. Em seguida aprofundou seus estudos em direção a arte do palhaço e da música. Em 2007 passou a estudar a dança, o teatro e a música na cultura popular brasileira no curso de formação do Instituto Brincante. Atualmente trabalha com a palhaça Maria Lulú apresentando seus espetáculos de palhaço cuja principal temática é a musicalidade e as culturas de diferentes países.
Monique Franco é Atriz e Palhaça, iniciou seus estudos no Teatro em 2002 onde participou de diversas montagens cênicas como "Na Carrera do Divino" de Carlos Alberto Soffredini entre outras. No ano de 2004 iniciou sua pesquisa na linguagem da comédia através da Commedia del' art, posteriormente participou do Workshop de Palhaço ministrado por Francesco Zigrino. Formou-se em 2006 pelo Programa de Formação de Palhaços para Jovens dos Doutores da Alegria resultando no espetáculo “Uma Besteira Qualquer”, com direção de Bete Dorgam, trabalha atualmente como Assistente Educadora no respectivo projeto. No ano de 2008 conheceu o Instituto Brincante onde desenvolveu sua pesquisa na área da Cultura Popular e da Arte Educação. Integra a Cia Baitaclã ao lado de Sabryna Mato Grosso e Heraldo Firmino, onde a cultura popular e a linguagem do Palhaço permeiam todos os espetáculos e produções da Cia.
O orientador Clerouak é palhaço e músico, neto de Capitão de Congado Mineiro e palhaço de circo, vem pesquisando a linguagem artística dos palhaços desde 1993, quando iniciou seus estudos com a tradicional Família Medeiros. Em 2001 passou a pesquisar paralelamente os palhaços da cultura popular brasileira, se apresentando também como Mateus do Cavalo Marinho com o Grupo Boi Marinho dirigido por Helder Vasconcelos. Em 2003 gravou o seu CD de música Étnica: “Música do Quarto Mundo”, onde entre outros ritmos pesquisou principalmente a musicalidade do universo popular brasileiro.
EM BREVE O BLOG TERÁ TEXTOS DAS ENTREVISTAS FEITAS PARA O LIVRO NA INTEGRA, DICAS DE VÍDEOS, IMAGENS E MUITO MAIS. AGUARDEM.
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